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ESTUDOS CIENTÍFICOS
SÍTIOS NA NET
OPINIÃO

CONCLUSÕES DO 1º SIMPÓSIO ´BEER & HEALTH´

BENEFÍCIOS DE UM CONSUMO MODERADO DE CERVEJA
Brochura contendo as principais conclusões do Seminário ´Beer & Health´ realizado em Bruxelas em Novembro de 1999. 20.3.2003
 
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RESULTADOS DE UM ESTUDO FRANCÊS

A CERVEJA É DIURÉTICA
Para quantidades iguais de água e cerveja ingeridas, o organismo excreta bastante mais quando se bebe cerveja.

Estudos clínicos, efectuados a pacientes em jejum, revelaram que os que haviam bebido 1 l de cerveja excretaram 1,012 l de urina enquanto que os que tinham bebido 1 l de água apenas excretaram 385 ml: a cerveja é, portanto, muito diurética.

Esta diurese é, também, acompanhada de uma eliminação de sódio superior à que se dá com a água. Para alguns fisiologistas a presença de compostos fenólicos na cerveja é a causa da diurese mas, para outros, o fenómeno tem a ver com o bloqueamento da hormona anti-diurética que ela origina. Agindo sobre a função renal, a cerveja permite, assim, eliminar resíduos da metabolização das proteínas e outros sais, como uratos, oxalatos, etc, em proporções mais importantes que as que se devem a outras bebidas**.

** Jean-Jacques De Blauwe, La bière, un atout pour la santé, editions Ellébore, 2002, p. 146-147
29.9.2003
 
   
HIDRATAÇÃO E DESIDRATAÇÃO

´SACIAR´ A SEDE COM CERVEJA
A água é um componente essencial do sangue, linfa, secreções corporais e líquido intracelular. Constitui cerca de 60% do peso do corpo humano adulto, sendo aproximadamente 2/3 dessa quantidade água intracelular.

Pelo facto de conter mais de 90% de água, a cerveja pode contribuir para as necessidades diárias de água do corpo humano, que são de 1,5 a 2,0 litros.

Contudo, convém ter em atenção que o álcool que a cerveja contém provoca uma certa desidratação no organismo, havendo, simultaneamente, outros mecanismos que são accionados:

Para quantidades iguais de água e cerveja bebidas, o organismo excreta bastante mais quando se bebe cerveja: estudos clínicos, efectuados a pacientes em jejum, revelaram que os que haviam bebido 1 l de cerveja excretaram 1,012 l de urina enquanto que os que tinham bebido 1 l de água apenas excretaram 385 ml: a cerveja é, portanto, muito diurética. Esta diurese é, também, acompanhada de uma eliminação de sódio superior à que se dá com a água. Para alguns fisiologistas a presença de compostos fenólicos na cerveja é a causa da diurese mas, para outros, o fenómeno tem a ver com o bloqueamento da hormona anti-diurética que ela origina. Agindo sobre a função renal, a cerveja permite, assim, eliminar resíduos da metabolização das proteínas e outros sais, como uratos, oxalatos, etc, em proporções mais importantes que as que se devem a outras bebidas**.

Atente-se que o consumo de grandes quantidades de álcool causa forte desidratação, provocando perda de água no cérebro, o que explica o aparecimento de dores de cabeça e a sensação de “ressaca”, normalmente sentidas. O nosso organismo defende-se provocando uma sensação de sede, aviso para que seja compensada a falta de líquido sentida.

Consumir álcool significa, ainda, perder sais do corpo pelos mecanismos acabados de referir. Assim, após a tomada de bebidas fortemente alcoólicas deveria ser bebido um bom copo de água mineral natural para, deste modo, se compensar o efeito de desidratação que surgirá e manter um balanço equilibrado de fluído no organismo.

A cerveja “sem álcool” tem, obviamente, um menor efeito desidratante que o provocado pela cerveja corrente mas é, ainda, perceptível a perda de água que origina no organismo, como mostra um estudo efectuado com cerca de 20 futebolistas**.

Após o treino, cada membro do grupo em estudo bebeu 750 ml de cerveja e, no grupo de comparação, cada um bebeu 750 ml de água. A análise das urinas, decorridas 2 horas, revelou que no grupo que bebeu cerveja “sem álcool” se perdeu 22% da quantidade originalmente ingerida, enquanto que no outro grupo foram perdidos apenas 17%. A diferença é explicada pela pequena massa de álcool ainda presente na cerveja “sem álcool” ((/= 0,5% alc. vol., em Portugal mas (/= 1%, noutros países europeus).

A análise das urinas revelou, ainda, que a quantidade de potássio excretado pelos bebedores de cerveja era inferior à do grupo que bebeu água, facto positivo a favor da cerveja.

** Jean-Jacques De Blauwe, La bière, un atout pour la santé, editions Ellébore, 2002, p. 146-147
29.9.2003
 
   
ESTUDO CIENTÍFICO PREMIADO PELO IBESA

CERVEJA E OUTRAS BEBIDAS PODEM COMBATER CANCRO DA MAMA
O estudo de investigadoras da Faculdade de Medicina do Porto, já apresentado nos Estados Unidos, conclui que compostos presentes na cerveja e outras bebidas podem inibir o crescimento do cancro da mama. 28.6.2004
 
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INVESTIGADORES REVELAM EFEITOS DA CERVEJA NA SAÚDE

CERVEJA COM MODERAÇÃO É BENÉFICA PARA O CORAÇÃO
O consumo moderado de cerveja diminui o risco de doenças cardiovasculares e não contribui para a obesidade, concluíram dois estudos da Universidades de Londres e do Porto, apresentados em Lisboa no dia 14 de Julho.
A investigação realizada pelo Professor Martin Bobak e uma equipa de investigadores do departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College de Londres revelou que a cerveja produz benefícios de protecção contra os enfartes de miocárdio. Segundo o estudo inglês, os consumidores regulares de cerveja, mesmo aqueles com antecedentes de doença cardíaca, têm menos probabilidades de serem vítimas de enfarte do que os abstémios. 21.7.2004
 
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CERVEJA E RISCO DE ENFARTE

CERVEJA PREVINE DOENÇAS CARDÍACAS
Resultados surpreendentes sobre os efeitos do consumo de cerveja ao nível cardiovascular e de obesidade foram apresentados pelo Prof. Martin Bobak, docente na University College de Londres, em Lisboa no dia 14 de Julho.

Investigador de epidemiologia e saúde pública, o Prof. Bobak explicou em que medida a cerveja conduz ao aumento do índice de massa corporal e da proporção anca-cintura, ou seja, da famosa “barriga de cerveja”. Além disso, avaliou a incidência de enfartes de miocárdio em consumidores regulares de cerveja.
21.7.2004
 
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CERVEJA E OBESIDADE

ESTUDO INGLÊS DESMISTIFICA ´BARRIGA DE CERVEJA´
Existe um consenso generalizado sobre a relação entre obesidade e consumo moderado de álcool e a noção de que os consumidores de cerveja são, em média, mais barrigudos do que as pessoas que não bebem álcool e do que as que bebem vinho ou bebidas espirituosas. Esta noção transparece, por exemplo, na expressão “barriga de cerveja”. A ser verdade, dever-se-ia registar uma associação entre uma certa medida de obesidade, como o índice de massa corporal, ou índices de distribuição de gordura, tal como a proporção anca-cintura, ou com ambos. 21.7.2004
 
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PROPRIEDADES NUTRICIONAIS E FUNCIONAIS DA CERVEJA

CERVEJA PODE SER COMPLEMENTO NUMA DIETA SAUDÁVEL
Apesar das matérias-primas a utilizar na produção de cerveja estarem bem definidas na legislação – água, malte de cevada, outros cereais (maltados ou não) e lúpulo, qualquer cerveja contém mais de 400 compostos, que conferem a esta bebida propriedades nutricionais e funcionais.

21.7.2004
 
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NUTRIENTES DA CERVEJA E SEUS BENEFÍCIOS

CONSUMO MODERADO PODE SER BENÉFICO
Os principais componentes nutricionais da cerveja são essencialmente os glícidos (hidratos de carbono), o etanol e as proteínas. Contém ainda vitaminas e sais minerais, diversos compostos fenólicos e fibra alimentar. Qualquer cerveja contém mais de 400 compostos, que lhe conferem propriedades nutricionais e funcionais.


Nutrientes e seus contributos para a saúde:

Álcool: Pode prevenir o aparecimento de diabetes do tipo 2 por reduzir os níveis de insulina. Protecção do organismo contra a doença coronária, desde que ingerido em quantidades moderadas(estudos mostram que a incidência
pode ser menor em consumidores moderados do que em abstémios).

Piridoxina e folatos: Diminuição da incidência de doenças coronárias.

Polifenóis: Capacidade antioxidante, importante na prevenção de doenças cardio-vasculares. Possível papel quimiopreventivo.

Ácido fólico e outras Vitaminas do complexo B: Equilíbrio da saúde do sistema nervoso, designadamente prevenção de acidentes cardio-vasculares. Metabolismo dos glúcidos. Prevenção da anemia.
Reforço imunológico. Digestão.

Fibra solúvel: Regulação dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Desenvolvimento da flora intestinal. Diminuição da incidência do cancro do cólon.(A cerveja tem tanta fibra solúvel quanto um sumo de laranja).

Silício: Maior densidade mineral óssea. Prevenção da osteoporose.

Potássio e sódio: Regulação da tensão arterial,por estarem presentes na cerveja em quantidades proporcionais.

Magnésio: Metabolismo dos músculos,(uma dose de 33 cl de cerveja fornece cerca de 8% da dose diária recomendada de magnésio).
11.4.2005
 
   
BEBIDA NUTRITIVA E POUCO CALÓRICA

A CERVEJA ENGORDA?
A cerveja não contém gordura e o seu valor calórico chega a ser inferior ao de um copo de leite. Consumida moderadamente, a cerveja não é factor de obesidade e pode ser um bom complemento numa dieta equilibrada.


Reduzido valor calórico
O valor calórico da cerveja é, em média, de apenas 45 Kcal por cada 100 mililitros, inferior ao de um copo de leite e inferior ao de quase todas as outras bebidas alcoólicas.

Evidências científicas
No estudo científico da University College London, que observou cerca de 2000 homens e mulheres, não foi notada uma relação entre o consumo moderado de cerveja e o aumento significativo da linha de cintura ou do volume de corpo em geral, ou seja, constatou que a cerveja, consumida em doses moderadas, não é factor de obesidade.

Dieta Equilibrada
A cerveja, sendo uma bebida de origem agrícola, possui naturalmente, e em quantidades muito apreciáveis, importantes compostos com propriedades funcionais. Numa altura em que a alimentação ocidental é pobre na maioria dos constituintes da cerveja e excessivamente rica em lípidos, açucares e sódio, que existem em pequenas quantidades na cerveja, esta bebida pode, se consumida de forma moderada e às refeições, ser um óptimo complemento numa dieta saudável.

Consumo moderado
Não devem ser ultrapassados os 20-24 gramas de álcool por dia no caso dos homens (cerca de duas latas/ garrafas de cerveja) e 10-12 gramas por dia no caso das mulheres (equivalente a uma lata/ garrafa de cerveja). O ideal é que a ingestão de álcool seja feita às refeições e que o consumo, se for regular, seja descontinuado um ou dois dias por semana.


Apesar de todas as qualidades desta bebida, nunca é demais alertar para os perigos de um consumo abusivo de álcool, pelo que a responsabilidade e moderação são tónicas indispensáveis quando se fala em beber cerveja.



11.4.2005
 
   
Cerveja & Saúde

CERVEJA É MAIS NUTRITIVA - Nova Tabela de Composição dos Alimentos revela vantagens das bebidas fermentadas sobre as destiladas
Os indicadores nutricionais das bebidas fermentadas, como o vinho e a cerveja, apresentam valores muito superiores, a todos os níveis, quando comparados com os valores recolhidos a partir das bebidas destiladas, como vodka, uísque e licores. Esta é a principal conclusão retirada do capítulo dedicado às bebidas alcoólicas, presente na nova “Tabela da Composição de Alimentos” recentemente publicada pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

O valor nutricional da cerveja ressalta sobretudo quando comparado com o das bebidas destiladas e as não fermentadas em relação à presença de vitaminas e minerais, já que a cerveja contém alguns nutrientes essenciais ao organismo, tais como potássio, magnésio, cálcio e sódio, em contraponto com os valores obtidos pelas bebidas destiladas que, regra geral, apresentam um valor nulo nestes indicadores.

A cerveja contém também uma maior incidência de vitaminas, particularmente do grupo B e um interessante índice de folatos, uma vitamina de particular importância que não é encontrada em mais nenhuma bebida destilada ou fermentada. No caso das bebidas destiladas, estas apresentam um valor zero de conteúdo nutricional referente a todas as vitaminas.

Os índices de prevalência de proteína, na cerveja, são igualmente superiores aos apresentados pelas restantes bebidas alcoólicas. As bebidas destiladas são caracterizadas, também nesta variável, por uma quase nulidade de valores nutricionais.

A cerveja é ainda a bebida que, em comparação com as restantes fermentadas e destiladas, tem uma menor concentração de calorias. As cervejas contêm, em média, cerca de seis vezes menos calorias do que as bebidas destiladas, por cada 100ml.

O nível de álcool da cerveja é também muito inferior ao das restantes bebidas alcoólicas referidas.

A Tabela da Composição de Alimentos agora publicada vem, de forma clara e baseada em critérios científicos comprovados, atestar os valores nutricionais da cerveja como uma bebida alcoólica em que a prevalência de nutrientes derivados da cevada e do lúpulo, atribui a esta bebida algumas especificidades alimentares, com evidentes benefícios nutricionais para a saúde humana, desde que consumida com moderação e associada estilos de vida saudáveis.

Conforme se lê na introdução do documento do INSA, “A informação sobre a composição química dos alimentos serve de base, entre outros aspectos, à caracterização dos problemas nutricionais, à elaboração de legislação e de políticas de nutrição e ao estudo da relação entre alimentação e estado de saúde ou doenças de indivíduos e populações.” Segundo o Dr. Fernando Pereira, Director do INSA, “nas últimas décadas a maior parte das decisões sobre política e educação alimentar baseiam-se em dados antigos, como o Inquérito Alimentar Nacional de 1980 e a Tabela da Composição de Alimentos de 1977, ou em dados produzidos noutros países.”
13.7.2006
 
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